Dr. Marcos Vinícius Ortodontia e Implantodontia

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Invisalign em adolescente: idade certa e o que muda

Por Dr. Marcos Vinícius · Especialista em Ortodontia · Invisalign Top Doctor desde 2019

Não existe uma idade mágica. Para indicar alinhador a um adolescente, eu avalio quantos dentes permanentes já nasceram e em que fase de crescimento ele está, não a idade do documento. O planejamento reserva espaço para os dentes que ainda vão nascer, e o resultado depende de uma rotina de uso combinada em casa.

Em boa parte das famílias que atendo, a conversa começa pela mãe ou pelo pai, e o adolescente vem junto meio calado no primeiro encontro. Poucos minutos depois, quando explico que dá para tratar sem bráquete aparecendo nas fotos, o calado vira o mais interessado da sala. Vale entender quando esse caminho é indicado de verdade e o que ele exige da família.

Qual é a idade certa para começar?

Essa é a pergunta que mais escuto dos pais, e a resposta honesta decepciona quem quer um número. O que eu avalio são três coisas concretas: quantos dentes permanentes já nasceram, se ainda há dentes de leite ocupando espaço e em que fase de crescimento o adolescente está.

Esse último ponto é importante, e é uma vantagem que o adulto não tem. Enquanto o crescimento está acontecendo, eu consigo aproveitar esse impulso natural para corrigir relações entre a arcada de cima e a de baixo com mais facilidade. Perder essa janela não impede o tratamento depois, mas às vezes torna o caminho mais longo. É por isso que insisto em avaliar cedo, mesmo quando a conclusão é esperar mais um pouco.

O que muda em relação ao tratamento do adulto?

A tecnologia é a mesma, mas o planejamento é diferente em detalhes que fazem diferença. As placas para adolescentes preveem o espaço dos dentes que ainda vão nascer, de modo que o dente novo não fique sem lugar. Costumam trazer também um indicador de uso, um pontinho colorido que vai desbotando conforme a placa passa tempo na boca, o que dá a mim e à família uma noção objetiva da disciplina.

Outra diferença está no ritmo das consultas. Com adolescente eu prefiro controles um pouco mais próximos no começo, para pegar cedo qualquer sinal de que o uso não está acontecendo como combinado. Ajustar rota no segundo mês é simples, ajustar no oitavo é retrabalho.

Dr. Marcos Vinícius no consultório, na Clínica AMA em Ipatinga
Atendo na Clínica AMA, em Ipatinga, onde tratar a família inteira é rotina

O que depende da rotina da casa?

Vou ser direto com os pais: o alinhador é removível, e removível depende de rotina. Não adianta combinar comigo e não combinar em casa. O que funciona, na minha experiência, é transformar o uso em hábito simples e sem vigilância policial: a placa sai para comer e volta logo depois de escovar, e ponto.

Duas regras evitam a maioria dos problemas. A primeira é que a placa só sai para o estojo, nunca para o guardanapo em cima da mesa, porque guardanapo vai para o lixo junto com a placa. A segunda é guardar sempre a placa anterior até a troca seguinte, que funciona como reserva se a atual quebrar ou desaparecer.

E uma orientação que costumo repetir: nada de líquido colorido ou açucarado com a placa na boca. Refrigerante e suco com a placa encaixada mantêm o açúcar preso contra o esmalte por horas, e isso é exatamente o cenário para cárie aparecer durante o tratamento.

Vale a pena para o adolescente?

Na maioria dos casos que eu atendo, vale, e por um motivo que vai além da estética. O adolescente que não se envergonha do sorriso conversa mais, aparece mais em foto e cuida melhor da própria boca. Vejo isso acontecer no consultório com frequência.

Dito isso, não indico alinhador para todo adolescente. Quando percebo que o uso não vai acontecer, ou quando o caso pede um controle que o aparelho fixo faz de forma mais direta, eu digo isso na avaliação, na frente dos pais e do próprio adolescente. Um bom tratamento começa com a indicação certa, não com a que mais agrada na hora.

Perguntas que ouço no consultório

Qual a idade certa para começar com alinhador?

Não existe uma idade única. O que eu avalio é se os dentes permanentes já estão presentes o suficiente e em que fase de crescimento o adolescente está. Muitos casos começam por volta dos doze aos catorze anos, mas isso só se define na avaliação.

Como eu sei se meu filho está usando o alinhador?

As placas para adolescentes costumam ter um indicador de uso que vai perdendo a cor conforme o tempo na boca. Além disso, o próprio encaixe da placa nas consultas de controle mostra se o movimento está acompanhando o plano.

Adolescente perde as placas com facilidade?

Perder acontece, principalmente em refeição fora de casa. Por isso eu insisto em duas regras simples: a placa só sai para o estojo, nunca para o guardanapo, e a placa anterior fica guardada como reserva até a troca seguinte.

Ele vai poder jogar futebol e tocar instrumento?

Vai. A placa sai quando necessário e, no caso de esporte de contato, o protetor bucal continua sendo a recomendação. Para instrumento de sopro, a adaptação costuma levar poucos dias e a placa pode ser removida para tocar.

Se o sorriso do seu filho já te preocupa, o melhor momento para avaliar é agora, mesmo que a conclusão seja aguardar mais um pouco.

Veja a página completa sobre o Invisalign, com o passo a passo do tratamento.

Continue lendo: o que se sente na primeira semana de alinhador e quanto tempo dura o tratamento com alinhador.

Quem escreve: Dr. Marcos Vinícius Coelho Vidigal Martins, CRO-MG 39.405, ortodontista e implantodontista em Ipatinga, Invisalign Top Doctor desde 2019. Atendo na Clínica AMA, no bairro Cidade Nobre, clínica de família que reúne mais de 1.300 avaliações com nota 5,0 no Google.

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